Vale a Pena Sentir

Vale a pena sentir #3

Amor

Conheci ao longo da vida – e ainda vou conhecendo e espero continuar a conhecer mais – pessoas que usam o amor como razão de vida, de reencontro consigo mesmas e de serviço aos outros. Que sentimento é este que nos obriga a baixar a guarda e confiar no desconhecido?

Bem ouvi dizer que se chama amor. Este amor pode ter várias formas e formatos, cores e sabores,  tamanhos diversos ,contudo não deixa de ser amor. Ganha-se a coragem de entrar neste desconhecido, entrar nas suas águas e furações que despenteiam até a alma e o coração anda cheio, anda completo.

Acredito que o amor é um salva vidas. Estas pessoas que falo que amam o amor e o facto de amar são pessoas que normalmente têm o coração aberto para receber todos, mas nem todos têm permissão para ficar e ocupar um lugar, pois o amor próprio não permite e quem o tem não admite o famoso “free-rider”, existe sempre uma troca de nutrição para que seja saudável. O amor é um sentimento puro que tem que ser respeitado na sua sacralidade.

Depois existem também as pessoas que podem entrar, serem nutridas – levam um pouco de nós e deixam um pouco de si – e seguem o seu caminho, levando a semente no seu coração e espalham-na também por outros.

O amor é tão versátil mas ao mesmo tempo tão subtil que quando o sentimos na sua plenitude, isto é, quando o activamos dentro de nós, entramos num estado de paixão pelo que somos,  e por o que está à nossa volta e isso reflecte-se em tudo: no que se atrai para esta experiência terrena e no que se constrói.

O amor tem um poder enorme de nos fazer crescer, passamos a escolher para nós e por nós, é uma ferramenta de transformação pois cura qualquer dor, por vezes interiorizar isto pode ser complicado se o nível de permissão pessoal e de valorização for baixo. Não somos ensinados a amar as nossas diferenças nem o que está dentro, mas a amar o que é material e o que está fora. Esquecemos que o verdadeiro sentido do amor começa pelo olhar para dentro em compaixão pelos processos e são estes que ao longo do caminho nos ensinam a amar os outros pelo que eles são e como são, mas mais importante a amar quem realmente somos.

Existem tantas formas de amar, que seria bastante injusto colocar um rótulo em cada uma delas, o importante é que tenhamos a consciência que nós somos a pessoa mais importante da nossa vida e que o amor pelo que somos, portanto uma relação do eu para o eu, é o mais importante da vida.  Se a relação que é estabelecida entre os “eus próprios” for uma relação saudável então melhor nos saberemos relacionar também com os outros.

O amor não é apenas borboletas no estômago e palavras bonitas, o amor são escolhas que fazemos diariamente e muitas vezes são escolhas pesadas e que provocam algum tipo de sofrimento, mas depois vem a liberdade. E aqui mais uma vez sentimos o amor-próprio a florir dentro de nós,e esta liberdade tem sabor a amor!

 

Diana Faustino

Autora da Leitura do Útero Sagrado®, facilitadora do Curso Sacerdócio do Sagrado Feminino® e Consteladora Familiar Sistémica
Conhece mais sobre o meu trabalho: Facebook Diana Faustino 

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