Vale a Pena Sentir

Vale a pena sentir #4

A Primavera é mais uma oportunidade de renovação, existe uma energia especial que faz vibrar as esferas mais profundas do ser, existe uma nova disponibilidade à vida – qualquer coisa de novo no ar como se a primavera fizesse renascer em nós o melhor de nós – tal como faz com as flores e com as árvores. Compreendemos que decisões tomadas no “inverno” começam agora a dar os primeiros laivos de vida e isso reflete-se à nossa volta e também na nossa forma de estar.

É importante relembrar que a força está no propósito que existe dentro e não num objetivo fora, as escolhas para um recomeço iniciam-se com o intuito de trazer mais felicidade e liberdade ao nosso caminhar: libertar velhas ideias, velhos princípios, velhos preconceitos, libertar o que pesa, o que incomoda, e esta é a receita perfeita para sentir o novo a aproximar-se e expandir-se em nós!

A expectativa de receber o que desejamos profundamente capacita-nos para tomar decisões por vezes duras, somos forçados por circunstâncias da vida a tomar decisões que nos obrigam a olhar para o lugar escuro onde reside os medos e receios.

É necessário ter compaixão por nós mesmos nestes processos, pois são processos difíceis: o abandono dos padrões antigos, libertar o que pensávamos ser o mais certo ou o que pensávamos que seria a nossa realidade para a vida inteira. O universo envia as experiências mais ou menos dolorosas para aprendermos que a vida não é estática, e que o silêncio existe por uma razão: para dar possibilidade de a voz interior se manifestar.

Tenho para mim, que a vida tem por hábito testar a nossa capacidade de resiliência e de confiança no processo, portanto, a mudança é um processo que deveria ser natural mas a nossa vontade de permanecer na zona de conforto é por vezes mais forte. Então esbracejamos, tentamos agarrar o conhecido com todas as forças, mas a mudança está ali para ficar.

O medo continua a ressoar dentro do peito, até ao dia em que percebemos que foi o melhor que nos aconteceu: aí sim, depois da dor, do medo e da ansiedade terem dado lugar à calma, tomamos consciência que afinal a renovação não é assim tão negativa, é uma forma da vida nos premiar com novas experiências que nos ensinam a crescer, aqui, o ideal é arregaçar as mangas e assumir que dia após dia que somos diferentes, que acordamos diferentes do dia anterior!

Temos que nos renovar constantemente, pois na realidade esse é o movimento natural da vida.

Feliz Renovação!

 

Diana Faustino

Autora da Leitura do Útero Sagrado®, facilitadora do Curso Sacerdócio do Sagrado Feminino® e Consteladora Familiar Sistémica
Conhece mais sobre o meu trabalho: Facebook Diana Faustino 

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