Vale a Pena Sentir

Vale a pena sentir #5

Cabe a cada um de nós sentir e decidir o que lhe faz sentido ao longo do caminho.

Se semeamos boas sementes e soubermos tratar da sementeira ao longo do seu desenvolvimento, então podemos esperar de alguma forma bons frutos.

Por vezes estes frutos vão certamente de encontro às expectativas criadas, contudo isso pode não acontecer, os frutos podem chegar bem diferentes do que era expectável.

Aconteceu aqui alguma coisa: ou não tivemos uma fé adequada (os “ses”) ao que estávamos a co-criar ou existe algum bloqueio que pode ser visto e realmente curado.

Quando as constelações familiares sistémicas apareceram no meu caminho, acredito que foi um dos meus pedidos ao céu, pois eu sabia o bloqueio que havia ali: naquela conversa, naquela leitura energética, naquele padrão (tanto nos meus clientes, como em mim mesma), mas não sabia como chegar à raiz do bloqueio, e foi decerto esta lufada de ar fresco que entrou na minha vida e a mudou e naturalmente pude levar esta ferramenta a tantas outras pessoas.

Quando escolhemos uma família para encarnar, o amor que sentimos pela mesma é tão grande, é tão cego que escolhemos carregar pesos, fardos, histórias, segredos que não são nossos, mas este amor cego fala bem mais alto e acreditamos que de alguma forma estamos a aliviar o sistema e que a família fica mais “leve”, contudo pagamos um preço elevado: ficamos bem mais carregados.

É importante perceber que esta é uma escolha nossa, ninguém dos obrigou a aceitar isto, a responsabilidade é inteiramente nossa. Daí que por vezes sentimos a vida demasiado pesada, bloqueada, padrões que aconteceram com a mãe, avó, tios… e que também estão a acontecer na nossa vida, enfim, algo que sentimos que parece não ter explicação, mas a verdade é que tem: A verdade é que temos que tomar consciência que os nossos ancestrais vieram em primeiro lugar, bem antes de nós e mesmo que não concordemos com determinadas formas de estar, de ser ou mesmo decisões, eles vieram antes de nós também para abrir o caminho aqui na terra para que a nossa caminhada fosse de alguma forma mais facilitada.

Mas nós pequenos, com uma certa mania que somos grandes, chegámos ao nosso sistema familiar e acreditámos que temos mais força, mais garra – até porque somos “sangue novo”. O que não sabemos é que quando escolhemos carregar pesos e outras coisas que não são nossas, estamos também a tirar a dignidade aos ancestrais, estamos a tirar a força que vem lá de trás.

Então é preciso desapegar, entregar, diluirmos o nosso ego e deixar partir o que não é nosso, lutar as nossas próprias batalhas, e deixar cada um encarregue dos seus problemas e resoluções.

Entregar e desapegar do que não nos pertence é também um grande acto de amor, é amor consciente.

Compreende que quando a vida não traz até ti o que sabes que mereces, então tens que libertar o que pesa, para dar espaço ao que realmente é para ti chegar e permanecer.

As lealdades ocultas não dão espaço para que a vida aconteça na sua plenitude.

Sê leal a ti, à tua essência, e assim a vida concretiza-se.

Diana Faustino

Autora da Leitura do Útero Sagrado®, facilitadora do Curso Sacerdócio do Sagrado Feminino® e Consteladora Familiar Sistémica
Conhece mais sobre o meu trabalho: Facebook Diana Faustino 

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